Papel e caneta

 

Distorcido, é assim que fica depois que termina.

A idéia vem devastadora como um raio

Passa pela caneta fumegante e chega no papel e esvai.

Explode de paixões em formas desconexas

Desgarra e pára longe de onde partimos

A palavra sofre a ser plantada.

Neste vasto campo que semeia tudo

Como um plágio tentador, resisto enquanto em pé.

Canso, sentado observando, fico estasiado

Sou parte do ar, me conecto com abstrato.

Buscando a criatividade, que brinca.

Roda-a-roda de ciranda, me alegra, mas não fica.

Olho de novo e leio varias vezes, depois de tudo...

Quanto termina...sabe, até que eu gostei!

 

11:20 30/8/2007

...

 

 

Fogo brando contagia a alma, da realização que vem a calma.

A luta sempre traz luz, clareza do caminho.

Andando por semanas iguais, diferencia somente as presenças.

Uma conquista aqui mais uma obrigação ali

No fim de um caminho existem vários

Ah felicidade, vem um dragão vermelho, o coração...

Vem manso, chega ávido, com a solidez da fumaça e leva tudo.

Arrebata, vento sem direção como pensamento que redime...

Remete aquele momento que o calor é um à noite sem fim

Sós, as memórias de semelhantes sensações.

Pendente, fica a vontade dessa mesmice boa.

Tempo flexível, curva-se diante nos, cumprimentando-nos...

...agraciando com mais uma lua!

 

17:30 29/8/2007

 




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