Quase cinco, quase noite.
Quase aonde, quase perto.
Quase crase, quase crivo.
Quase morte, quase tarde.
Venta tanto, chove pouco.
Pouco tempo, tanta espera.
Com quais respostas
Se faz uma pergunta?
Bate forte, bate fora.
Triste lida, benta vida.
Segue sina, morro acima.
Para e pensa, perto e pondero.
Pensamentos pálidos parece patético
Passando permaneço plantado.
Pescando palavras, pesco pelo prazer.
Satisfação tem hora
Quantos segundos para noite?
Segue o repetido, aguarde por nós...
Chame por mim!
16:55 15/3/2007

Simples
HojE serei simples
Vou falar o qUe sei
Não farei rodeios
Nem tampo voltas
Sem espaço da duvida
Quem ler vai enTender
Vou pelo fácil E obvio
Serei rApido somente
Dizer seM entrelinhas
O que te digO toda hora
...
16:21 14/3/2007

Sou um peixe, vezes rio, vezes mar.
Nadar e nadar. Não sei o que é mundo
Noite dia sem cessar entre corais fujo
Salto fora, rebato a rotina.
Noite vejo a lua
Hipnose com paixão.
Refletiu o dourado do meu corpo
Afligiu a transparência da alma
Segui perseguindo
Alcançar onde a lua se deita.
Em corredeiras perdi-me.
Só...
Encontrei estrelas-mar
Que farei sem lua se meu coração é luar?
Fitei espelhos dágua.
Encontrei olhares perdidos
Continuarei a buscar a noite
Imaginando o dia
Que serei eu a lua
Seras tu a admirar

Reflexões de momento
Sou eu que estou andando ou o chão que se move?
Na flexibilidade do verbo perco em cada palavra
Encontro-te ao meio da estrofe nas lacunas do pensar
A voracidade de cada segundo devoram pensamentos.
Perdidos na mente desconcentrada.
Perco a meada.
Pausas para ventilar a mente, descobrir a inspiração.
Vem do céu azul, nuvens desuniformes pairam.
Chamo pelo infinito atravessando outras tardes
Causando aflição o tic-tac da presa que não cessa.
Frações e fragmentos de uma noite reluzente.
Criando elos nutrientes ao coração
Transpiramos a ardência do furor noturno
Produzimos espectro continuo alimentando dia
Ponte arco-íris entre crepúsculo ao raiar
Alinhados em corpos e almas
Esperando a janela abrir para o fim do dia.
17:13 13/3/2007

Existe uma distancia tênue
Entre plenitude e abismo
Tem dias que a felicidade exarcebada
Do coração, só palpites de alegrias
A tristeza se mistura na saudade certa
Da vontade me embriago
Durmo ludibriado de êxtase
Você sabe o que quero, não sabe?
Quero encontrar paz, em você.
A noite ler estrelas, esperar o dia.
Juntos certos como tempo que não passa
Alardeia o crepúsculo diário
Cessam as indagações
Coral de vozes angelicais
Nos meus ouvidos acompanham
No momento do abraço cantam:
AMÉM!
12:41 12/3/2007

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