Frio

 

Estamos sozinhos de novo

Pescando palavras e fingindo atitudes

Onde ta meu caderno de anotações?

Onde perdi a virtude e ganhei o vício?

Você não entende o que escrevo, não entendo o que faz.

Uma busca sem resposta, um caminho existencial.

Outro quarto em uma direção, só queria que isso importasse.

Vultos vêm e vão, durmo um sonho vivo, acordo num dia morto.

Chegamos ao zero sem saber de onde partimos

A esperança cai com meus cabelos

Errante, ateu e agnóstico pelo meu mundo paralelo.

Tudo é tão alto daqui, de baixo.

Apague a luz, cale a boca da consciência.

Com gole de esquecimento e palavras induzidas

Feche a janela, a chuva voltou.

Sempre voltam, não consigo mais me esconder.

Caiu em todas armadilhas, parado ou fugindo.

Acuado no ermo, falando com as paredes.(...)

Num ultimo gole de noite
Ultimo trago de realidade
Mergulho fundo e prendo a respiração
Aonde todas as forças agem senão a minha
A beleza da coincidência ainda me encanta
A luz invade meu quarto sem convite
Quero mais um pouco de inconsciência
Flutuo sobre minha imaginação, caio.
Outras avarias sobre essa lata velha
Retoques de atitude, já não têm controle.
Da realidade quero o sono
Dos fantasmas que me embalam a noite
Quero continuar escrevendo
Últimos tragos e outros goles...

Como cheguei aqui?

 

22:47 22/09/06

Depois de tantos porem.

Não me ligue mais, agora tudo está suspenso onde não quero sair.

Na batida desse ritmo, envolto de êxtase só quero que você não me ligue.

Com olhos cheios de chuva agradeço ao clarão que corta a noite.

Momentos de claridade vêem, como a noite está perfeita.

Perfeito para um.

Volto a faixa, 'queria estar no lugar', hoje vejo que só se chega sozinho.

Pronto, cheguei!

Quero ficar em cada gota de noite que apaga cada palavra dita e não cumprida.

Ah conquista egoísta de cada dia.

Meu copo ainda está cheio da escuridão, escorrendo a noite entre meus pensamentos.

Cada prazer desse momento...Só o que quero é que você não me ligue essa noite.

 

 

20/09/06 22:03

  Tempo sentido  

Chuva traiçoeira me leva alem mar               

Rouba minha alma, não posso sonhar.          

Posso ter teu cheiro quero te tocar                

Não sou mais o mesmo quero te levar.          

Qual o teu segredo? Venha se mostrar         

Sei do que tem medo não renascerá.              

Venha ser minha noite ou dia com luar        

Morro nesse tédio vem me acordar.               

Brisa da manha ando sem pensar                   

Caminhos não me levam, aonde você esta?     

Abre teu sorriso não entristecerá                    

Venha para o meu sonho não padecerá         

15/09/06 13:28                                     

 

Escolha de renúncias

 

Ontem, mais um devaneio se edifica no hoje.

Ando por ruas sorvendo um flavor que não se ingere.

Do gosto metálico eu desejo a Eternidade.

Não sucumbo mais ao antes.

Desejo, ao antes, como uma cicuta, que torna réprobo sem o ato.

Nas areias onde escrevi meu futuro ondas de ambivalência levaram, além-mar da promessa.

Desordens de vocábulos sem méritos, não encontraram o horizonte.

Onde se perdeu aquele momento, recorda-te?

Na silhueta de sombras?

Ainda resta uma fragrância em nossas vestes.

Suspenso num pesadelo, sem medos, não anseio em despertar.

Não me indague: ”Para quem escreves?” Responderei. Para mim! Só. E estou!

Tentarei um novo acorde, outras afinações e em outros tons.

Para um dia ter a PAZ ínfima, da ignorância de certezas.

Provarei e sentirei o desfrute melífluo de lábios ignotos.

Você ainda não entendeu?
Eu também.Ainda, não entendi!

 

10:14 1/4/2006




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